Consumo de água e saúde

O consumo de água com qualidade é fundamental para a saúde e prevenção de diversas doenças, sendo necessária sua ingestão diária em quantidade adequada.

De acordo com pesquisa recente, as bactérias do grupo coliformes são indicadoras de contaminação fecal, sendo de tal forma empregada como parâmetro para avaliar a qualidade de água, inclusive a destinada ao consumo humano. No estudo, foram avaliadas 7 marcas de água para consumo, sendo que 3 delas apresentaram contaminação por coliformes e demais bactérias, estando impróprias para o consumo humano.
Em relação ao consumo de água, pesquisa recente avaliou o comportamento de adolescentes, relacionando a saúde geral e oral. De acordo com os resultados, o consumo de lanches e de água açúcaradas, como sucos e similares, estavam entre os fatores que poderiam prejudicar a saúde.
Os dados dos estudos avaliam em diferentes aspectos a importância no consumo de água, sendo necessária sua ingestão de forma pura e livre de bactérias, para que seus benefícios sejam efetivos. A divulgação da importância do consumo adequado de água deve estar entre as prioridades dos setores de saúde publica.
Fontes:
Castro , Larissa Rafaele dos Santos ; Carvalho , Joelza Silva ; Vale , Vera Lúcia Costa. Avaliação microbiológica de diferentes marcas de água mineral. Rev. baiana saúde pública; 34(4)out-dez.2010.
Astrøm AN; Mbawalla H. Factor structure of health and oral health-related behaviors among adolescents in Arusha, northern Tanzania. Acta Odontol Scand; 69(5): 299-309, 2011 Sep.

Orientação Nutricional - Sistema de Pontos para Controle de Colesterol e Gordura no Sangue

Orientação Nutricional - Sistema de Pontos para Controle de Colesterol e Gordura no Sangue
A orientação nutricional é de extrema importância para garantir a saúde e prevenir doenças, uma vez que afeta o consumo alimentar adequado, colaborando para a longevidade e qualidade de vida.
Diversos estudos em relação ao consumo alimentar e sua orientação têm sido desenvolvidos, como pode ser observado através de pesquisa recente, a qual teve como objetivo avaliar as modificações no consumo alimentar de indivíduos hiperlipidêmicos coronarianos, após uma intervenção nutricional baseada no Sistema de Pontos para Controle de Colesterol e Gordura no Sangue. De acordo com os resultados, observou-se que os pacientes que adotaram as orientações propostas, alteraram seu consumo alimentar, melhorando a qualidade da alimentação.
Em relação a orientação do consumo alimentar, outra pesquisa avaliou o guia alimentar brasileiro e o americano, sendo ambos parecidos, sendo que o brasileiro difere no aspecto de estímulo do consumo de alimentos frescos, aconselha o uso de fontes saudáveis de gordura, a limitação do consumo de gordura trans, o consumo de boas fontes de proteínas, mas não indica o consumo de grãos integrais.
Os dados dos estudos evidenciam a preocupação em relação a orientação nutricional e suas ferramentas, sendo de extrema importância o desenvolvimento de mais estudos nesta área, para garantir a alimentação adequada para a população, minimizando e prevenindo o desenvolvimento de doenças crônicas.
Fontes:
SICHIERI, Rosely et al. Recomendações dietéticas: comparação entre os guias alimentares brasileiro e americano. Cad. Saúde Pública. 2010, vol.26, n.11, pp. 2050-2058.

Contaminação de alimentos

A contaminação de alimentos pode ocorrer através da presença não intencional de qualquer material ou substância estranha nos alimentos, seja de origem química, física ou biológica, que faça com que o alimento se torne impróprio para o consumo. Pode ainda haver a contaminação cruzada, na qual ocorre transferência de microrganismos de alimentos contaminados, que são geralmente os que ainda não foram preparados, para os alimentos que já estão preparados, fato que pode ocorrer pelo contato direto ou através de utensílios, mãos, vestuário, dentre outros.
De acordo com pesquisa recente, superfícies contaminadas com microrgansimos podem causar contaminação cruzada durante o processamento e preparação. Deste modo, manter as superfícies devidamente higienizadas diminui o risco de contaminação cruzada. De acordo com o estudo, durante a última década, foram introduzidos produtos antimicrobianos no mercado, assim como tábuas de corte, facas, bancadas e demais utensílios. Estes produtos podem reduzir o risco de contaminação, mas ainda precisam ser mais estudados, além de ser necessária a manutenção das boas práticas e higiene no preparo e manipulação de alimentos, para garantir a qualidade final do produto.
Os agravos á saúde causados por contaminação de alimentos podem ser muito graves, assim como evidencia estudo recente, que avaliou um surto de contaminação por salmonelas. De acordo com o estudo, dentre a popualção contaminada, 166 pessoas foram hospitalizadas e 9 morreram. De acordo com o estudo, tal surto ocorreu devido principalmente ao consumo de manteiga de amendoim, a qual foi identificada e a marca retirada do mercado.
Os dados dos estudos demonstram os cuidados necessários e os riscos envolvidos com a contaminação de alimentos, a qual pode gerar agravos á saúde. Deste modo, o melhor controle ocorre na conservação, preparo, transporte e armazenamento de alimentos, garantindo qualidade nestas etapas e assim o produto final confiável e seguro para o consumo.
Fontes:
Moretro T; Langsrud S. Effects of materials containing antimicrobial compounds on food hygiene. J Food Prot; 74(7): 1200-11, 2011 Jul.
Cavallaro E; Date K; Medus C; Meyer S; et al. Salmonella typhimurium infections associated with peanut products. N Engl J Med; 365(7): 601-10, 2011 Aug

Televisão e consumo alimentar


A televisão constitui atualmente um dos maiores veículos de comunicação, sendo um dos meios mais utilizados para se obter informações. As propagandas geram um mercado muito lucrativo através deste meio, divulgando produtos e serviços das mais variadas formas.
Pesquisa recente retrata o fato de que a exposição à promoção de alimentos influencia as preferências alimentares e consumo alimentar. De acordo com o estudo, os anúncios de alimentos tendem a promover alimentos considerados pouco saudáveis, contribuindo inclusive para o aumento da obesidade.
Outra pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de comparar a publicidade de alimentos transmitidos pela televisão para crianças, de vários países. De acordo com os resultados alimentos calóricos e pouco nutritivos constituíram a maioria dos objetos de propaganda, sendo mais elevado no período de maior audiência infantil. Estas propagandas também foram consideradas persuasivas para o público infantil.
Devido a relação existente entre a publicidade de alimentos e consumo, assim como o desenvolvimento de preferências alimentares, deve haver maior regulação em relação a orientação nutricional, uma vez que há livre acesso à informação, cabendo aos pais a oferta de uma alimentação adequada.
Fontes:
Adams J; Tyrrell R; White M. Do television food advertisements portray advertised foods in a 'healthy' food context? Br J Nutr; 105(6): 810-5, 2011 Mar.
Kelly B; Halford JC; Boyland EJ; et al. Television food advertising to children: a global perspective. Am J Public Health; 100(9): 1730-6, 2010 Sep.

Diabetes gestacional


A diabetes na gravidez está associada a riscos para a mãe e para o bebê em desenvolvimento. Deste modo os cuidados devem ser tomados logo que feito o diagnóstico, para garantir a saúde da mãe e do bebê.
De acordo com estudo recente, o tratamento usual de mulheres grávidas com diabetes, seja gestacional ou pré-gestacional envolve a dificuldade em mudar a sensibilidade à insulina durante a gestação e a importância do controle glicêmico, o qual se assemelha para gestantes saudáveis. O estudo ainda aborda a importância da colaboração das mães durante a gestação e tratamento para resultados satisfatórios.
Em outra pesquisa, é abordado o fato de que a presença da diabetes nesta fase está relacionada a abortos espontâneos, pré-eclâmpsia, dentre outras complicações. Deste modo, a necessidade de insulina aumenta a cada trimestre de gravidez das mulheres com diabetes. Ainda de acordo com o estudo, a terapia nutricional é parte fundamental do tratamento da diabetes gestacional associado com o uso controlado de insulina.
Deste modo, durante o pré-natal e toda a gestação, os níveis glicêmicos devem ser controlados em gestantes saudáveis e no caso das que já apresentam diabetes tipo 1 ou 2 antes de engravidar, os cuidados devem ser intensificados durante toda a gestação.
Fontes:
Balaji V; Seshiah V. Management of diabetes in pregnancy. J Assoc Physicians India; 59 Suppl: 33-6, 2011 Apr.
Corcoy R; Maria MA. Diabetes and pregnancy. Health education]. Rev Enferm; 34(5): 48-53, 2011 May.

Cuidados no Diabetes tipo 2


 
A diabetes tipo 2 atinge milhares de pessoas em todo o mundo e é caracterizada pela produção insuficiente de insulina pelo organismo e/ou a incapacidade de utilizá-la de forma adequada. Deste modo, seu tratamento merece atenção, para garantir á saúde dos diabéticos, incluindo o cuidado com a alimentação, associado com medicamentos e insulina quando necessário.

Em relação á alimentação, os carboidratos simples, assim como os açúcares devem ser devidamente controlados, sendo a substituição de açúcar refinado por adoçantes uma medida indicada. Neste sentido, foi realizado estudo com o objetivo de analisar o consumo de adoçantes e produtos dietéticos por indivíduos com diabetes tipo 2, atendidos pelo Sistema único de Saúde. De acordo com os resultados, o uso de adoçantes é frequente na população em estudo, com predomínio do tipo líquido, e o uso de produtos dietéticos é menor, com predomínio dos refrigerantes.

Outra pesquisa foi realizada, com o objetivo de identificar hábitos e práticas alimentares inadequados apresentados por diebéticos e hipertensos usuários da Estratégia Saúde da Família. De acordo com os resultados, dentre os hipertensos e diabéticos havia indivíduos que apresentaram pequeno fracionamento das refeições, elevado consumo de açúcar, sal, óleo e banha de porco.

De acordo com os resultados dos estudos, devem ser desenvolvidas estratégias para incentivar mudanças nos hábitos alimentares, além da necessidade da inclusão de informações sobre os produtos disponíveis, incentivando a leitura de rótulos para a escolha de produtos alimentares que auxiliem na prevenção e controle das complicações relacionadas á saúde.

Fontes:OLIVEIRA, Paula Barbosa de and  FRANCO, Laércio Joel. Consumo de adoçantes e produtos dietéticos por indivíduos com diabetes melito tipo 2, atendidos pelo Sistema Único de Saúde em Ribeirão Preto, SP. Arq Bras Endocrinol Metab. 2010, vol.54, n.5, pp. 455-462.
COTTA, Rosângela Minardi Mitre et al. Hábitos e práticas alimentares de hipertensos e diabéticos: repensando o cuidado a partir da atenção primária. Rev. Nutr. 2009, vol.22, n.6, pp. 823-835. 

A Influência da Alimentação na Qualidade de Vida




Saúde & Qualidade de Vida - Saúde & Nutrição
Segundo a Organização Mundial de Saúde, saúde é “o completo bem-estar e pleno desenvolvimento das potencialidades físicas, psico-emocionais e sociais e não a mera ausência de doenças ou enfermidade”. Dessa forma, o ser humano está saudável quando apresenta uma relação produtiva e harmônica com o seu meio ambiente, na sua cultura e na época vigente.
O conhecimento da relação da alimentação com o bem-estar físico e o pleno desenvolvimento mental e emocional já existia desde os tempo antigos. Infelizmente, foram episódios de doenças e epidemias que revelaram a importância de uma dieta completa, diversificada e harmônica.
Atualmente, as doenças crônicas representam a principal causa de mortalidade e incapacidade no mundo inteiro, principalmente doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, câncer e doenças respiratórias. Gradativamente, o problema afeta as populações dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Isso é reflexo das grandes mudanças que vêm ocorrendo no estilo de vida das pessoas no mundo, sobretudo nos hábitos alimentares e nos níveis de atividade física. A nova rotina adotada pelas pessoas é fruto dos processos de industrialização, urbanização, desenvolvimento econômico e crescente globalização do mercado de alimentos.
É cientificamente comprovado que a mudança nos hábitos alimentares e nos padrões dos níveis de atividade física pode influenciar fortemente vários fatores de risco na população, como obesidade, hipertensão arterial, hipercolesterolemai, alteração nos níveis de glicose sanguínea, entre outros.
O que se percebe é que a dieta consumida está produzindo uma série de desequilíbrios nutricionais: consumo excessivo de gorduras saturadas e trans, alta ingestão de sódio e baixo consumo de potássio, consumo excessivo de calorias, diminuição da ingestão de alimentos ricos em carboidratos complexos e em fibras, elevado consumo de açúcares refinados e deficiência seletiva de algumas vitaminas e minerais, conjuntamente com o excesso de consumo de bebidas, principalmente bebidas alcoólicas.
A alimentação rica em frutas e verduras é essencial, assim como a prática de atividades físicas diárias são fundamentais para a saúde, pois ambos os fatores podem controlar e reduzir a pressão arterial, diminuir o percentual de gordura e melhorar o metabolismo da glicose, entre muitos outros benefícios.
As frutas e verduras são essenciais para uma alimentação saudável. Estudos afirmam que estes alimentos podem ajudar a prevenir patologias importantes, como as doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer, principalmente do trato digestivo. A baixa ingestão de frutas e verduras causa 19% do câncer gastrointestinal, 31% das cardiopatias isquêmicas e 11% dos acidentes vasculares cerebrais. Cerca de 2,7 milhões de óbitos podem ser atribuídos à baixa ingestão desses alimentos.
Diversos mecanismos podem mediar esses efeitos protetores, envolvendo antioxidantes e micronutrientes, como os carotenóides, vitamina C, ácido fólico, fibras e substâncias fotoquímicas, presentes nos alimentos funcionais. Os principais componentes desses alimentos que contribuem na prevenção das doenças cardiovasculares são as isoflavonas (soja), as lignanas e o ômega-3 (contidos nas sementes de linhaça), as beta-glucanas (aveia), a gordura monoinsaturada e os agentes fenólicos (do azeite de oliva) e o resveratol (oleaginosas, uva e vinho tinto). Estas e outras substâncias bloqueiam ou suprimem a ação dos agentes cancerígenos, e como antioxidantes, evitam danos causados pela oxidação do DNA.
Na tabela abaixo, estão descritos alguns exemplos de compostos presentes nos alimentos funcionais e seus respectivos benefícios à saúde.

CompostosAções no organismoFontes alimentares
LicopenoAntioxidante relacionado à diminuição do risco de câncer de próstataTomate, goiaba, pimentão vermelho
BetacarotenoAntioxidante que diminui o risco de câncer e de doenças cardiovascularesCenoura, abóbora, espinafre, couve, manga, mamão
FlavonóidesAntioxidantes que diminuem o risco de câncer e de doenças cardiovascularesVinho tinto, suco natural de uva
IsoflavonasRedução dos níveis de colesterol sanguíneo e do risco de doenças cardiovascularesSoja
FibrasRedução do risco ao câncer de intestino e dos níveis de colesterol sanguíneoFrutas, legumes, verduras e cereais integrais
Ácido graxo ômega-3Redução dos níveis de colesterol sanguíneo e do risco de doenças cardiovascularesPeixes, óleos de peixes
Pró-bióticosAjudam no equilíbrio da flora intestinal e inibem o crescimento de microorganismos patogênicosIogurtes, leite fermentado


Precisamos ter em mente que a alimentação normal deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina, para que se possa obter saúde e conseqüentemente qualidade de vida.
Referências bibliográficas
De Andelis RC. Importância de alimentos vegetais na proteção da saúde: fisiologia da nutrição protetora e preventiva de enfermidade degenerativas. São Paulo; Editora Atheneu, 2001.
Organização Pan-Americana da Saúde. Doenças crônico-degenerativas e obesidade: estratégia mundial sobre alimentação saudável, atividade física e saúde. Brasília, 2003.
Prefeitura do Município de São Paulo. Conferência Municipal de saúde de São Paulo. São Paulo, 1999.
Schilling M. Qualidade em nutrição: método de melhorias contínuas ao alcance de indivíduos e coletividades. São Paulo, Livraria Varela, 1995.
Matéria elaborada pela Equipe RGNutri